Mais da metade das transações da igc envolve compradores estrangeiros

Tempo de leitura
5 minutos
Data
Jul 31, 2026
Autor
Murilo Oliveira — Sócio, igc Partners
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Mais da metade das transações conduzidas pela igc envolve compradores estrangeiros. O número resume uma tese: os compradores que mais valorizam uma empresa brasileira muitas vezes estão fora do país, e alcançá-los de verdade exige relacionamento e método, não uma lista de contatos.

O que esse número diz sobre o processo de venda?

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Em mais da metade das transações da igc, o comprador final, ou parte relevante da competição pelo ativo, veio de fora do Brasil. Para o empresário, o recado é direto: o universo de quem pode comprar a sua empresa não termina na fronteira, e um processo que só alcança compradores locais está, com frequência, deixando os mais interessados de fora da mesa. Trazer o comprador internacional certo para dentro da competição muda o patamar da negociação.

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Por que o Brasil atrai compradores estrangeiros?

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Pela combinação de tamanho do mercado consumidor, posição do país em setores como agro, alimentos, serviços e tecnologia, e dificuldade de construir presença local do zero. Para um grupo internacional, adquirir uma empresa já estabelecida é, em muitos casos, o caminho mais rápido e menos arriscado de entrar ou crescer no Brasil: ganha-se marca, base de clientes, equipe e conhecimento de mercado de uma vez. Esse racional é estrutural, não depende do humor de um trimestre, e tende a se manter ao longo dos ciclos.

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O que os dados de mercado mostram?

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Os números confirmam o movimento. Segundo levantamento da KPMG referente ao primeiro semestre de 2025, as aquisições de empresas brasileiras por investidores estrangeiros cresceram cerca de 12%, passando de 178 para 199 operações, na contramão de uma leve retração das operações domésticas. Os Estados Unidos lideraram como país de origem, seguidos de Reino Unido, França e Espanha. Vale a cautela de sempre: esse é um dado de volume, o número de transações, que diz mais sobre apetite recorrente do que o valor agregado, distorcido por poucos grandes negócios.

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O que torna uma empresa brasileira atraente para o exterior?

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Posição competitiva defensável no seu mercado, informações financeiras organizadas, governança que dê conforto ao comprador e uma tese de crescimento clara. Compradores internacionais costumam ser mais exigentes na due diligence e nos padrões de governança do que alguns compradores locais, então preparação e organização pesam ainda mais. Uma empresa que já opera com padrões próximos aos que o comprador estrangeiro espera encontra menos atrito e protege melhor o valor.

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Na prática: o que muda em um processo com compradores internacionais?

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Algumas diferenças aparecem desde o início. O material precisa existir em inglês, no padrão e na profundidade que o comprador global espera. O ritmo inclui fusos, comitês de investimento e aprovações em matriz, o que exige planejamento de agenda. A due diligence tende a ser mais extensa em governança, conformidade e questões socioambientais. E a negociação envolve entender como aquele comprador decide: o que a matriz precisa ver, quem assina, o que já derrubou negócios semelhantes. Conduzir bem essas particularidades é o que separa acessar um comprador estrangeiro de apenas enviar um e-mail para ele.

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O câmbio determina o interesse estrangeiro?

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O câmbio influencia o timing e o preço relativo de uma aquisição para o comprador de fora, e pode acelerar ou adiar decisões. Mas o racional central, entrar em um mercado grande e estratégico via aquisição, é estrutural e sobrevive às oscilações cambiais. Por isso o interesse estrangeiro por bons ativos brasileiros tende a se manter ao longo dos ciclos, ainda que o volume varie de um período para outro.

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A leitura da igc sobre compradores estrangeiros

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A igc conduz transações com forte presença de compradores internacionais e mantém operação em São Paulo e em Miami, aproximando empresas brasileiras de investidores globais. Esse acesso é construído por relacionamento e por um processo que fala a língua do comprador internacional, de idioma a governança, não por anúncios pontuais.

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Mais da metade das transações da casa envolve players estrangeiros, sobre uma base de mais de 6.000 compradores mapeados no Brasil e no exterior. É parte do método que sustenta a liderança da igc em M&A sell-side na América Latina nos últimos cinco anos, segundo o ranking da Mergermarket.

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Perguntas frequentes

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Compradores estrangeiros realmente compram empresas médias brasileiras?

Sim. O que pesa é a posição competitiva, a governança e a tese de crescimento, não apenas o tamanho. Empresas de médio porte com diferencial claro atraem interesse internacional com frequência.

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De onde vêm os compradores estrangeiros de empresas brasileiras?

Em 2025, segundo levantamento de mercado, os Estados Unidos lideraram as aquisições de empresas brasileiras, seguidos de Reino Unido, França e Espanha.

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O interesse estrangeiro depende do dólar?

O câmbio influencia o timing e o preço relativo, mas o racional de entrar em um mercado grande via aquisição é estrutural. O interesse tende a se manter ao longo dos ciclos.

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O que preciso preparar para atrair um comprador internacional?

Informações organizadas e em inglês, governança que dê conforto, conformidade documentada e uma tese de crescimento clara. Compradores globais tendem a ser mais exigentes na due diligence.

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